"Os poderosos podem matar uma, duas ou três rosas, mas jamais conseguirão deter a primavera inteira."

Che Guevara

domingo, 21 de agosto de 2011

Após 16 dias acampados em ginásio interditado MST ocupa sede do INCRA em Cáceres e lança manifesto Pró Reforma Agrária

Da Assessoria

Mais de trezentas famílias integrantes do Movimento dos Trabalhadores Sem Terra MST ocuparam na manhã de ontem sexta – feira 19, a Unidade Avançada do Instituto Nacional de Colonização e Reforma Incra de Cáceres. Despejados no último dia 03 da fazenda Rancho Verde os trabalhadores estavam alojados em condições subumanas no ginásio de esportes “Didi Profeta” . O prédio desativado há dois anos pela defesa civil , corre o risco de desabamento, além disso, os banheiros estão interditados e falta alimentação.Segundo o movimento na semana passada, uma criança teria contraído diarréia após ter ingerido fezes de pombos.

Em reunião com Fred Cebalho, executor do Incra Cáceres durante todo o dia de ontem as famílias denunciaram o fato ao promotor de justiça André Almeida, representantes do Centro de Direitos Humanos, aos poderes:executivos e legislativo, sociedade civil organizada e entidades de classes.Em seguida eles decidiram permanecerem no órgão até que seja encontrada uma área para acordo de comodato.

Durante a reunião os trabalhadores distribuíram panfleto com manifesto Pró Reforma Agrária.”O material visa chamar atenção da sociedade em geral para um problema que não é só do INCRA e dos trabalhadores mas de toda os cacerense, tanto é que várias entidades apóiam a nossa luta, afirma Dida Messias, integrante do MST.

No final da tarde de ontem 19 o prefeito de Cáceres,Túlio Fontes, DEM também participou de uma reunião com os trabalhadores e prometeu entrar em contato com o proprietário da fazenda Rancho Verde na próxima segunda feira para intermediar um possível acordo de comodato.

Localizada no perímetro urbano de Cáceres com uma área de 2,3 mil hectares o latifúndio , improdutivo estava ocupada por trabalhadores desde o dia 15 de junho. Eles foram retirados da área no último dia 03 por ordem judicial expedida pela juíza, Cristiane Costa Marques, da 1ª Vara Cível Cáceres.


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